Depois de tempos atribulados, hoje voltei a acordar às 7, a conduzir sozinha até Santarém e a começar uma nova semana com uma necessidade maior do que nunca de olhar para a minha vida com outros olhos. Dá um gostinho a vitória chegar a esta hora e perceber que consegui. Não sei como será amanhã (e na verdade não quero saber), mas hoje sei que já ganhei uma batalha e queria partilhar convosco isso (mesmo que não precisem de saber porquê).
Se há uma coisa que sempre me consegue colocar um sorriso no rosto, mesmo nas manhãs mais difíceis, são estes rapazes. E por muito que eu tenha entrado com muito pouca fé dentro do meu carro esta manhã e tenha passado a maior parte da viagem a saltar de rádio para rádio sem encontrar nada que me animasse, eles acabaram por me surpreender mais uma vez e eu acabei mesmo a rir-me que nem uma perdida com a edição do Homem Que Mordeu o Cão de hoje. E não por gozo, mas porque sei bem como é ser uma pessoa totalmente descoordenada e tentar aprender a esquiar.
Depois, voltar à realidade é realmente algo complicado de querer fazer nestes momentos, mas sabe maravilhosamente bem. Principalmente quando nos apercebemos que temos estado tão aluados que nem demos por isso que estamos a menos de um mês de queimar as nossas próprias fitas e nem sequer sabíamos o dia, nem comprámos nada. É bom, porque ocupou-me a cabeça e deu-me um novo sentimento de felicidade e esperança. É a minha vez. Chegou o momento de ser eu a estender as minhas fitas a quem mais gosto e a ler cada mensagem que eles escreverem. Sim, estou mesmo entusiasmada por isso. E agora que comprei as primeiras e encomendei a minha pasta, é que começo a pensar seriamente em quem quero pedir que escreva. Sim, definitivamente, vou ter que voltar lá para comprar mais.

Não, estas ainda não são as minhas fitas.
Há apenas momentos em que nos vamos abaixo e desistimos de lutar. E isto não tem nada a ver com ser-se forte ou fraco. Até a pessoa mais forte do mundo tem um momento assim em alguma altura da vida. E a melhor parte disto é o pós e este está a ser o meu pós. Por isso, se estiveres neste exacto momento a ter um momento menos bom, não percas a esperança de que há muito mais bons momentos e alegrias para teres. Pensa numa pessoa que realmente saibas que precisa de ti, alguém de quem gostes demais e que saibas que gosta da mesma forma para ti. Posso dizer-te que a pessoa que me levantou da cama num destes dias foi o meu afilhado de quase 2 anos. Só a ideia de o ver, de ser chamada “madá”, de tê-lo nos meus braços ou a correr de um lado para o outro, fez-me largar a tristeza e saltar da cama. Estão a ver? Não é assim tão complicado. Só o parece na altura. Na altura mais negra parece tudo impossível. Por isso, espero que ao menos te tenha dado alguma força para lutares contra o que se passa no momento e passares por cima. Só eu sei como hoje agradeço ter ouvido quem realmente se preocupa comigo ontem. Obrigada por seres sempre forte e me indicares o caminho quando eu própria já não me conheço. <3







